quarta-feira, 26 de maio de 2010

Found

Segue um resumo das teorias postadas por internautas sobre o fim de Lost.

- O que chamavam de realidade de 2004, realidade alternativa, flash sideways, era na verdade o pós-morte dos personagens após toda a saga, desde a primeira temporada até a última, e que, de acordo com as diferentes crenças, pode ter diversos nomes. A criação da série comprova a inexistência de uma crença como base com a cena da conversa entre Jack e seu pai, presentes em uma sala cheia de vitrais e símbolos de diversas religiões.
- Não importa quando nem como cada um deles encontrou a morte ao longo de suas vidas, como Christian disse. Hurley, por exemplo, que terminou como o guardião da ilha, pode ter vivido séculos e séculos, inclusive dizendo a Ben que ele foi um grande número 2, e Ben retribuindo dizendo que ele foi um grande número 1, porque ali acontece após suas Mortes, após Hugo ter pedido a Ben que lhe ajudasse e fosse seu braço direito na sua missão de defender a ilha. Por isso, todos eles podem estar juntos na igreja. É uma ocasião atemporal, na qual os personagens, após perceberem isso, encontram suas redenções.
- Desmond passou a agir tão serenamente na ilha após ter um vislumbre daquilo graças às propriedades do forte magnetismo, pois já sabia o que lhe aguardava após a morte, e que aquilo não era ruim, perdendo assim o medo e as preocupações. "Por que você não está com medo?", "Qual o sentido de ter medo?".
- A bomba nunca explodiu. E nem poderia, uma vez que ela realmente nunca tinha explodido. "O que aconteceu, aconteceu", não há reset algum no tempo, eles apenas voltam para o seu tempo natal que, passados os 3 anos, agora está em 2007. Aquele é o incidente, e após ele a Dharma construiu a Estação Cisne ali, botando pessoas para apertarem o botão constantemente, a fim de conter aquela energia e toda a história subsequente a isso sabemos de cor.
- Não é a toa que na "RP" muitas das coisas eram contrárias ou diferentes, pois denotam desejos dos próprios Losties. São eles que fazem aquilo ali. O filho de Jack é só um artifício que ele mesmo desenvolveu pra si a fim de resolver as questões pendentes que ele tinha com o próprio pai, algo que ele não fez em vida. Era isso que David representava pra ele. É Jack se colocando no lugar de Christian, tendo David no seu próprio lugar, pra se chegar ao entendimento de como ele agia com o pai quando era criança, simbolizado por aquele episódio no qual eles fazem as pazes no final. Assim como quando Jack diz, na ilha, que desejava poder ter dito a Locke que ele estava certo sobre quase tudo, que queria compensá-lo. Consertar a coluna dele na RP é a forma que ele encontra. Por isso, ele estava tão obcecado quanto a isso. Dizendo inclusive que toda paz que precisava era consertar John, retribuindo assim a ele o que não pôde fazer em vida.
Sawyer também, ser um policial é bem emblemático quando na verdade ele era um criminoso. Daí tira-se os reais sentimentos dele, se ele gostava de verdade da vida que levava como golpista ou não. No fundo, ele sempre quis ser aquilo que foi na RP e na Dharma, mas seu desejo de vingança por Anthony Cooper não permitiu quando ainda era vivo, chegando e ultrapassando aquele ponto onde ele tinha que escolher se virava policial ou bandido.
- Um dos grandes motivos por achar o final sensacional é justamente a possibilidade de analisar toda a "RP" novamente e descobrir várias coisas, algumas mais sutis, outras nem tanto.
- A pior besteira que poderiam dizer do final é que os Losties morreram com a queda do Oceanic 815. Isso não aconteceu. Tudo que vimos da primeira temporada até a sexta de fato ocorreu, e não com eles mortos. Bom, alguns morreram nesse meio tempo, claro. Não à toa, Christian diz a Jack que uns morreram antes dele (Charlie, Shannon, Libby, Boone, Saiyd, Jin, Sun, Juliet, Locke) e outros morreram depois (Kate, Sawyer, Hugo, Rose, Bernard, Desmond, Penny). Além de dizer claramente que tudo que eles passaram foi real. A conversa de Jack e Christian é como se o pai estivesse falando mais do que pra Jack, mas sim pro público, justamente pra impedir esse pensamento de que sempre estiveram mortos. Só estavam mortos na "RP", e esta só começa depois que todos morrem, independentemente de como tenha sido. Tudo que se passou na ilha e fora dela, antes, sempre aconteceu.
- Ben não entrar na igreja não significa que ele não tenha morrido. Só por estar ali na RP já significa que ele está morto. O lance do Ben foi que, mesmo após se recordar de sua vida, percebendo do que se tratava aquilo ali, ele decidiu não seguir com os outros por não se julgar merecedor disso, por tudo que fez ao longo de sua vida, sobretudo ter matado Locke. Além disso, ele queria continuar ali, mesmo sabendo que não era uma vida de verdade, junto com Rousseau e Alex, compensando de certa forma a vida e o desfecho delas na ilha, também por sua culpa.

E é isso. Infelizmente, Lost acabou.

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Fumaça e sangue no olho

Um lançamento espetacular de 40m somado à desatenção da zaga. Um arremeço lateral cobrado frente à área colorada seguido de um rápido giro. Dois lances num intervalo de 5min que colocaram à prova os corações colorados, deixando qualquer torcedor em pânico.
Para os secadores e torcedores mais pessimistas, estava morta a cobra. Para os que sabem exatamente o que é ser colorado, e sabem o que é preciso para o ser, era apenas mais um exame cardíaco proposto pelo Clube do Povo.
A escalação feita pelo treinador Fossati, à primeira vista, não foi das melhores. Mas com o decorrer da partida percebeu-se que o Inter jogaria como time maduro e inteligente, deixando poucos espaços na marcação e com a postura copeira exigida para ser um Libertador da América. Mesmo após os dois golpes estudantis, o Colorado manteve a calma e a cabeça erguida para administrar a vantagem conquistada no Gigante.
Veio o segundo tempo de jogo e o Estudiantes, sob comando da temida e freguesa Brujita, cometeu o equívoco de se encolher para segurar o resultado. Grande equívoco! No futebol, é quase fatal retrair o time para segurar uma vantagem de um gol - nós colorados sentimos isso na pele algumas vezes quando comandados por Abel Braga. E, então, prevaleceu a postura inteligente dos guerreiros de branco, que a cada avanço aceleravam os batimentos dos corações hermanos em Quilmes.
Catimba, luta, intimidação, cantos da torcida... O cenário era o típico de jogos na Argentina. No entanto, o feitiço virou-se contra o feiticeiro, e ficou comprovada a origem da expressão utilizada pelo Paulo "Feito" Britto: "que fumaceira!"
Aos 43min da etapa final, sob a névoa criada pelos torcedores estudantis, Giuliano recebeu um passe primoroso de Andrezinho e chutou, mesmo sem saber onde estava o goleiro. Gol do Inter! O gol da classificação! Massacre das gargantas coloradas! E o prazer de ver argentinos e secadores com a face da desilusão.
Pois, agora, um sujeito debochado denominado destino resolveu aparecer e mostrar algumas coincidências:
Final de 2005/2009: Inter vice no Brasileirão.
Metade de 2006/2010: Inter na semifinal da Libertadores. Assim como em 2006, estão presentes nesta fase Chivas, São Paulo e Internacional.
Metade de 2006/2010: Pausa na Libertadores devido à Copa do Mundo.
Quatro anos depois, o Gigante Colorado, após algumas decepções, reergueu-se e está pronto para enfrentar o multicampeão São Paulo, um time em igual crescente e sob o comando do nosso ex-capitão Fernandão.
"O teu presente diz tudo, trazendo à torcida alegres emoções."

Obs.: 28/07, Beira-Rio: Inter x São Paulo; 1º/08, Beira-Rio: Inter x Grêmio; 04/08, Morumbi: São Paulo x Inter.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Mãedinahziando

Só pra registrar meu palpite, já que na moda.

Arqueiros: Júlio César, Victor e Gomes.
Jogadores pelos flancos: Maicon, Daniel Alves, Michel Bastos e Kleber.
Backs: Juan, Lúcio, Thiago Silva e Luisão.
Meia cancha: Gilberto Silva, Felipe Melo, Elano, Josué, Ramires, Kaká, Júlio Batista e Paulo Henrique Ganso.
Avantes: Nilmar, Robinho, Luis Fabiano e Grafite.

sábado, 8 de maio de 2010

Educando com a barriga

A alfabetização não é responsabilidade do ensino superior, mas sim do fundamental.
Eu vejo notícias sobre reforma educacional onde a maioria aborda mudanças nas universidades, quando a origem da cagada educacional está lá nas turmas orientadas pelas "tias".
Não pode ser normal que uma pessoa chegue na universidade sem saber dividir 320 por 4 ou, então, sem saber utilizar as regras básicas de pontuação escrevendo frases enormes sem nenhuma pausa e amontoando as idéias em linhas e mais linhas de uma única frase que acaba ficando repetitiva e superconfusa a não ser que se leia essa frase com muita atenção e bom fôlego. Isso pra não comentar o desconhecimento básico de história, geografia e blá blá blá.
O indivíduo mal educado, literalmente falando, só chega ao fim da educação básica porque é educado empurrado com a barriga para não se tornar um estorvo na classe. E assim o cidadão segue, até ingressar em uma faculdade.
"Ah, mas agora ele toma jeito, senão nunca vai se formar". Pff, balela!
Alguns professores universitários não têm paciência com alunos assim e acabam passando o problema pro colega do semestre posterior. Pena? Descaso? Falta de paciência? Caridade?
E não são raras as turmas de formandos onde um dos integrantes está num patamar inferior. A consequência disso é a adição de mais um nome na lista do fantasma do desemprego.
Sim, eu sei que o professor é mal remunerado, que as condições são precárias em muitos lugares, etc. Mas é fato que essa ajudinha do mestre acontece em inúmeras escolas e, principalmente, durante o ensino fundamental.
Por isso, eu penso que a obra maior de correção do nível educacional brasileiro deve começar pela base. De que adianta facilitar o acesso às universidades se a criatura se forma escrevendo que tenque trabalhar pra poder aproveitar seu laser?