segunda-feira, 26 de julho de 2010

O ser humano (quase) em geral

O ser humano é uma criatura literalmente extraordinária. Descobriu o fogo, construiu cidades, escreveu magníficos poemas, deu interpretações do mundo, inventou imagens mitológicas etc. Porém, ao mesmo tempo, nao cessou de guerrear seus semelhantes, de se enganar, de destruir seu meio ambiente etc. O equilíbrio entre a alta virtude intelectual e a baixa idiotice dá um resultado mais ou menos neutro. Logo, decidindo falar da burrice, de certa forma prestamos uma homenagem a essa criatura que é um tanto genial e outro tanto imbecil.
(Umberto Eco)

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Escalações 2 mil e 10


GRUPO A

ÁFRICA DO SUL
- Hakuna, Matata, Zuma, Pumba e Simba. Tshabalala, Lalalala e Trololo. Zulu, Zilu e Vuvuzela. Técnico: Zamunda

MÉXICO
- Zapata, Godines, Cirilo e Racha-cuca. Jose Cuervo, Xapatin, Girafales e Hector Bonilla. Taco, Roberto Bolaños e Speed Gonzáles. Técnico: Don Ramón

URUGUAI
- Mujica, Bujica, Canjica e Cojones. Mate, Artigas, Ortega e Urtiga. Loco Abreu, Loco Mia e Olocomeu. Técnico: Eduardo Galeano

FRANÇA
- Mondieu, Sacrebleu, Blasé e Sauté. Abatjour, Monamour, LeParkour e Monbijou. Ribéry, Tresjolie e Lingerie. Técnico: Sauvignon


GRUPO B


ARGENTINA
- Maricones, Boludo, Quilmes e Chorizo. Alfajor, Tango, Perón e Verón. Palermo, Panaco e Babaco. Técnico: Mano de Dios

NIGÉRIA - Motumbo, Djeba, J'romba e Bengala. Kanu, Kani, Goku e Paunoku. Obinna, Ilê e Ayê. Técnico: Obaluayê


COREIA DO SUL - Kim Sam-Sung, Kia, Hy Un-Dai e Kun Gui-Fu. Park Ji-Sung, Park Damo-Nika, Park Guin-Le e Jurassic Park. Dae-Woo, Wong-Fu e Sal Sifu-Fu. Técnico: C.G. Jung


GRÉCIA - Onassis, Sócrates, Hermócrates e Hipócrates. Katapoulos, Kataploft, Katapimba e Christos. Churrasco grego, Beijo grego e Arroz a grega. Técnico: Homero



GRUPO C 


INGLATERRA - Lancaster, Worcester, Montgomery e Wiltshire. James, John, Paul e George. Cleese, Big e Ben. Técnico: George Martin 


ESTADOS UNIDOS - Bacon, McMuffin, Yogoberry e Cheddar. Yummy, Dummy, Brandon e Brian. Gonzales, Hernandez e Lewinsky. Técnico: Kissinger


ARGÉLIA - Sahid Zidane, Ahmed Zidane, Nadir Zidane e Zinedine Zifoda. Kareem, Khaled, Kebab e Kabid. مدينة الجزائر, أحمد e ويحي. Técnico: Habib's  


ESLOVÊNIA - Bronquič, Rinič, Bursič e Sinusič. Šeliga, Šetoca e Šemanca. Popovic, Twitpic, Prezunic, Ljubeyjafjalajokuljanic e Tededic. Técnico: Mobdic 



GRUPO D


ALEMANHA - Sauerkraut, Strudel, Heinzbein e Kasseler. Adolph, Lager, Aftazarden e Weissfüder. Ingo Hoffman, Diego Alemão e Schumacher. Técnico: Heinz 


AUSTRÁLIA - Dundee, Kookaburra, Koala e Kangaroo. Hugh, Jackman, Heath e Ledger. Sidney, Taz, Priscilla e Bloomin' Onion. Técnico: Hugo Weaving 


SÉRVIA - É o Pet, É o Pet, É o Pet, É o Pet, É o Pet, É o Pet, É o Pet, É o Pet, É o Pet, É o Pet e Stanković. Técnico: Dejan 


GANA - Mandingo, Sahafo, Trihpé e J'boiah. Abedi Pelé, Abedi Garrincha, Abedi Tostão e Asamoah. Eric Addo, Atordo Addo e Vi Addo. Técnico: Milton Nascimento



GRUPO E


HOLANDA - Van Halen, Van der Wildner, Van pirata e Van Do. Van Geleonel, Van der Lee, Van der Cleidson e Marcelo D2. Heineken, Phillips e Tiësto.Técnico: Maurício de Nassau


DINAMARCA - Andersen, Kierkegaard, Viggo Mortensen e Bohr. Fodamsen, Danensen, Ferrensen e Sevirensen. Nhá Benta, Língua de Gato e Scooby Doo. Técnico: Danish Cook


JAPÃO - Jaspion, Jiraya, Change Dragon e Hello Kitty. Haikai, Tamagochi, Sudoku e Wasabi. Keropi, Kotoko e Misha Ria. Técnico: Içami Tiba 


CAMARÕES - Pitu, Krill, VG e Cinza. Sete Barbas, Rosa, Da Malásia e Lagostin. Risole, Empadinha e Bobó. Técnico: Sr. Sirigueijo



GRUPO F


ITÁLIA - Polpettone, Pomodoro, Tagliatelli e Frescarini. Bocchetti, Bolagatto, Pugnetta e Brogna. Donatello, Mario e Luigi. Técnico: Tony Ramos


PARAGUAI - José Lugo, Carlos Lugo, César Lugo, Ramón Lugo e Roque Lugo. Sorny, Mike, BleckBarry e Hi-Phone. Perla e Adelaide. Téc: PolyStation


NOVA ZELÂNDIA
- Peter, Jackson, Russel e Crowe. Froddo, Legolas, Aragorn e Smigol. Wellington, Kiwi e Jaca Paladium.

ESLOVÁQUIA - Swarowský, Deuokusemký, Hondačívik e Robotnik. Bratislavský, Holosko, Homalusko e Hamuleske. Extcheco, Ralatchan e Ralatcheca.



GRUPO G


BRASIL - Zé Carioca, Carmem Miranda, Blanka e Buenos Aires. Samba, Bunda, Caipirinha e Capoeira. Allejo, Pelé e Bündchen. Técnico: Lula da Silva 


COREIA DO NORTE - Ping, Pong, King e Kong. Long, Dong, Yin e Yang. Tang, Pak Man e Don-Keey Kong. Técnico: Kim Jong-il


COSTA DO MARFIM - Jotalhão, Dumbo, André Marques e Ronaldo. Romaric, Bebetic, Ebony e Ivory. Drogba, Merdba e Porrba. Técnico: Djosso Ares


PORTUGAL - Manoel, Joaquim, Manoel Joaquim e Joaquim Manoel. José Maria, Vasco, Roberto Leal e Ovos Moles. Baiano, Ceará e Paulista. Técnico: Saramago



GRUPO H


ESPANHA: Almodóvar, Franco, Hernán Cortés e Paella. Iniesta, Iniaquela, Fábregas e Nádegas. Banderas, Bardem e Julio Iglesias. Técnico: Pablo Picasso


SUÍÇA - Patek Philippe, Tissot, Nestlé e Lindt. Toblerone, Emmental, Rousseau e Federer. Fondue, Canivete e Limonada. No banco: Paulo Maluf


HONDURAS - Canales, Rios, Riachos e Valones. Palacios, Castelos, Casas e Barracos. Zelaya, Zemayer e Porfírio Lobo. Técnico: Celso Amorim 


CHILE - Rojas, Moai, Marcelo Ríos e Casillero del Diablo. Merlot, Malbec, Cabernet e Pinot Noir. Santa Helena, Concha e Toro. Técnico: Pablo Neruda 

terça-feira, 1 de junho de 2010

Caçando capincho

"Certa feita, quando o sol já tava se escondendo atrás dos campo, dois irmão saíram pra dá um jeito no almoço do dia seguinte. Se largaram pro mato pra caçá capincho, munido com uma faca de 30cm de lâmina e uma 22 véia de guerra. 
Embreado no meio do mato, os dois começaram a procurá pelos bicho. Depois de umas três hora caminhando, só tinham achado mosquito. Até que um dos loco, o mais novo, disse:
- Tchê, vamo dexá pra caçá amanhã de manhã? Nós não vamo achá nada a essa hora.
No que o outro respondeu:
- Te acalma, tchê. Vamo andá mais um poco que a gente acha.
Seguiram andando pelo meio do mato. Mais uma hora e nada. E o loco insistiu:
- Tchê, vamo desisti?! Nós não vamo achá nada essa hora.
E nada do irmão se rendê.
Mais uma hora caminhando, um monte de mosquito na volta, os dois tudo sujo já, loco de fome... Tinha sobrado uma bala só de tanto que deram tiro no escuro. Quando o loco repete:
- Ah, não tchê, vamo pra casa?! Não temo mais condição.
Dessa vez, o irmão se rendeu. Juntaram as coisa e tomaram o rumo de casa. Quando começaram a trilhá o caminho de volta, ouviram uns barulho no meio dos arbusto e pararam. Olharam atento e se impressionaram: dois capincho, duns duzentos quilo cada um!
Nisso, o irmão mais novo se deu conta que só tinham uma bala pra matá dois capinho.
- Tchê, como tu vai matá esses bicho se tu só tem uma bala?
- Te acalma, guri. Olha e aprende.
O loco véio, então, pegô a faca, caminhô devagarinho em direção aos bicho e cravô a lâmina no chão. Depois disso, ele foi recuando bem devagarinho, até pegá uma distância suficiente pro tiro. Nisso ele botô a lâmina da faca na mira, puxô o gatilho e a bala se foi. A loca deu no fio da lâmina, se partiu ao meio e acertô os dois animal.
O guri mais novo não acreditava no que tava vendo, enquanto o mais velho se foi, todo facero, buscá a faca. Ele pegô pelo cabo e levantô a tal, vibrando pelo feito. Quando ele olhô pra cima, percebeu que tinha uma mulita na ponta da lâmina, pega no cravaço que ele deu antes do tiro. Daí ele olhô pro irmão, viu que ele tava com uma cara de espanto apontando pro chão. Nisso, o loco véio viu um pombão morto nos dele, que ele acertô quando levantô a faca.
Numa facerice só e já com o dia clariando, os dois levaram os bicho pra casa, assaram e cumeram até o cu fazê bico.


Segundo meus amigos Geliandro e Alcides, o fato é verídico.

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Found

Segue um resumo das teorias postadas por internautas sobre o fim de Lost.

- O que chamavam de realidade de 2004, realidade alternativa, flash sideways, era na verdade o pós-morte dos personagens após toda a saga, desde a primeira temporada até a última, e que, de acordo com as diferentes crenças, pode ter diversos nomes. A criação da série comprova a inexistência de uma crença como base com a cena da conversa entre Jack e seu pai, presentes em uma sala cheia de vitrais e símbolos de diversas religiões.
- Não importa quando nem como cada um deles encontrou a morte ao longo de suas vidas, como Christian disse. Hurley, por exemplo, que terminou como o guardião da ilha, pode ter vivido séculos e séculos, inclusive dizendo a Ben que ele foi um grande número 2, e Ben retribuindo dizendo que ele foi um grande número 1, porque ali acontece após suas Mortes, após Hugo ter pedido a Ben que lhe ajudasse e fosse seu braço direito na sua missão de defender a ilha. Por isso, todos eles podem estar juntos na igreja. É uma ocasião atemporal, na qual os personagens, após perceberem isso, encontram suas redenções.
- Desmond passou a agir tão serenamente na ilha após ter um vislumbre daquilo graças às propriedades do forte magnetismo, pois já sabia o que lhe aguardava após a morte, e que aquilo não era ruim, perdendo assim o medo e as preocupações. "Por que você não está com medo?", "Qual o sentido de ter medo?".
- A bomba nunca explodiu. E nem poderia, uma vez que ela realmente nunca tinha explodido. "O que aconteceu, aconteceu", não há reset algum no tempo, eles apenas voltam para o seu tempo natal que, passados os 3 anos, agora está em 2007. Aquele é o incidente, e após ele a Dharma construiu a Estação Cisne ali, botando pessoas para apertarem o botão constantemente, a fim de conter aquela energia e toda a história subsequente a isso sabemos de cor.
- Não é a toa que na "RP" muitas das coisas eram contrárias ou diferentes, pois denotam desejos dos próprios Losties. São eles que fazem aquilo ali. O filho de Jack é só um artifício que ele mesmo desenvolveu pra si a fim de resolver as questões pendentes que ele tinha com o próprio pai, algo que ele não fez em vida. Era isso que David representava pra ele. É Jack se colocando no lugar de Christian, tendo David no seu próprio lugar, pra se chegar ao entendimento de como ele agia com o pai quando era criança, simbolizado por aquele episódio no qual eles fazem as pazes no final. Assim como quando Jack diz, na ilha, que desejava poder ter dito a Locke que ele estava certo sobre quase tudo, que queria compensá-lo. Consertar a coluna dele na RP é a forma que ele encontra. Por isso, ele estava tão obcecado quanto a isso. Dizendo inclusive que toda paz que precisava era consertar John, retribuindo assim a ele o que não pôde fazer em vida.
Sawyer também, ser um policial é bem emblemático quando na verdade ele era um criminoso. Daí tira-se os reais sentimentos dele, se ele gostava de verdade da vida que levava como golpista ou não. No fundo, ele sempre quis ser aquilo que foi na RP e na Dharma, mas seu desejo de vingança por Anthony Cooper não permitiu quando ainda era vivo, chegando e ultrapassando aquele ponto onde ele tinha que escolher se virava policial ou bandido.
- Um dos grandes motivos por achar o final sensacional é justamente a possibilidade de analisar toda a "RP" novamente e descobrir várias coisas, algumas mais sutis, outras nem tanto.
- A pior besteira que poderiam dizer do final é que os Losties morreram com a queda do Oceanic 815. Isso não aconteceu. Tudo que vimos da primeira temporada até a sexta de fato ocorreu, e não com eles mortos. Bom, alguns morreram nesse meio tempo, claro. Não à toa, Christian diz a Jack que uns morreram antes dele (Charlie, Shannon, Libby, Boone, Saiyd, Jin, Sun, Juliet, Locke) e outros morreram depois (Kate, Sawyer, Hugo, Rose, Bernard, Desmond, Penny). Além de dizer claramente que tudo que eles passaram foi real. A conversa de Jack e Christian é como se o pai estivesse falando mais do que pra Jack, mas sim pro público, justamente pra impedir esse pensamento de que sempre estiveram mortos. Só estavam mortos na "RP", e esta só começa depois que todos morrem, independentemente de como tenha sido. Tudo que se passou na ilha e fora dela, antes, sempre aconteceu.
- Ben não entrar na igreja não significa que ele não tenha morrido. Só por estar ali na RP já significa que ele está morto. O lance do Ben foi que, mesmo após se recordar de sua vida, percebendo do que se tratava aquilo ali, ele decidiu não seguir com os outros por não se julgar merecedor disso, por tudo que fez ao longo de sua vida, sobretudo ter matado Locke. Além disso, ele queria continuar ali, mesmo sabendo que não era uma vida de verdade, junto com Rousseau e Alex, compensando de certa forma a vida e o desfecho delas na ilha, também por sua culpa.

E é isso. Infelizmente, Lost acabou.

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Fumaça e sangue no olho

Um lançamento espetacular de 40m somado à desatenção da zaga. Um arremeço lateral cobrado frente à área colorada seguido de um rápido giro. Dois lances num intervalo de 5min que colocaram à prova os corações colorados, deixando qualquer torcedor em pânico.
Para os secadores e torcedores mais pessimistas, estava morta a cobra. Para os que sabem exatamente o que é ser colorado, e sabem o que é preciso para o ser, era apenas mais um exame cardíaco proposto pelo Clube do Povo.
A escalação feita pelo treinador Fossati, à primeira vista, não foi das melhores. Mas com o decorrer da partida percebeu-se que o Inter jogaria como time maduro e inteligente, deixando poucos espaços na marcação e com a postura copeira exigida para ser um Libertador da América. Mesmo após os dois golpes estudantis, o Colorado manteve a calma e a cabeça erguida para administrar a vantagem conquistada no Gigante.
Veio o segundo tempo de jogo e o Estudiantes, sob comando da temida e freguesa Brujita, cometeu o equívoco de se encolher para segurar o resultado. Grande equívoco! No futebol, é quase fatal retrair o time para segurar uma vantagem de um gol - nós colorados sentimos isso na pele algumas vezes quando comandados por Abel Braga. E, então, prevaleceu a postura inteligente dos guerreiros de branco, que a cada avanço aceleravam os batimentos dos corações hermanos em Quilmes.
Catimba, luta, intimidação, cantos da torcida... O cenário era o típico de jogos na Argentina. No entanto, o feitiço virou-se contra o feiticeiro, e ficou comprovada a origem da expressão utilizada pelo Paulo "Feito" Britto: "que fumaceira!"
Aos 43min da etapa final, sob a névoa criada pelos torcedores estudantis, Giuliano recebeu um passe primoroso de Andrezinho e chutou, mesmo sem saber onde estava o goleiro. Gol do Inter! O gol da classificação! Massacre das gargantas coloradas! E o prazer de ver argentinos e secadores com a face da desilusão.
Pois, agora, um sujeito debochado denominado destino resolveu aparecer e mostrar algumas coincidências:
Final de 2005/2009: Inter vice no Brasileirão.
Metade de 2006/2010: Inter na semifinal da Libertadores. Assim como em 2006, estão presentes nesta fase Chivas, São Paulo e Internacional.
Metade de 2006/2010: Pausa na Libertadores devido à Copa do Mundo.
Quatro anos depois, o Gigante Colorado, após algumas decepções, reergueu-se e está pronto para enfrentar o multicampeão São Paulo, um time em igual crescente e sob o comando do nosso ex-capitão Fernandão.
"O teu presente diz tudo, trazendo à torcida alegres emoções."

Obs.: 28/07, Beira-Rio: Inter x São Paulo; 1º/08, Beira-Rio: Inter x Grêmio; 04/08, Morumbi: São Paulo x Inter.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Mãedinahziando

Só pra registrar meu palpite, já que na moda.

Arqueiros: Júlio César, Victor e Gomes.
Jogadores pelos flancos: Maicon, Daniel Alves, Michel Bastos e Kleber.
Backs: Juan, Lúcio, Thiago Silva e Luisão.
Meia cancha: Gilberto Silva, Felipe Melo, Elano, Josué, Ramires, Kaká, Júlio Batista e Paulo Henrique Ganso.
Avantes: Nilmar, Robinho, Luis Fabiano e Grafite.

sábado, 8 de maio de 2010

Educando com a barriga

A alfabetização não é responsabilidade do ensino superior, mas sim do fundamental.
Eu vejo notícias sobre reforma educacional onde a maioria aborda mudanças nas universidades, quando a origem da cagada educacional está lá nas turmas orientadas pelas "tias".
Não pode ser normal que uma pessoa chegue na universidade sem saber dividir 320 por 4 ou, então, sem saber utilizar as regras básicas de pontuação escrevendo frases enormes sem nenhuma pausa e amontoando as idéias em linhas e mais linhas de uma única frase que acaba ficando repetitiva e superconfusa a não ser que se leia essa frase com muita atenção e bom fôlego. Isso pra não comentar o desconhecimento básico de história, geografia e blá blá blá.
O indivíduo mal educado, literalmente falando, só chega ao fim da educação básica porque é educado empurrado com a barriga para não se tornar um estorvo na classe. E assim o cidadão segue, até ingressar em uma faculdade.
"Ah, mas agora ele toma jeito, senão nunca vai se formar". Pff, balela!
Alguns professores universitários não têm paciência com alunos assim e acabam passando o problema pro colega do semestre posterior. Pena? Descaso? Falta de paciência? Caridade?
E não são raras as turmas de formandos onde um dos integrantes está num patamar inferior. A consequência disso é a adição de mais um nome na lista do fantasma do desemprego.
Sim, eu sei que o professor é mal remunerado, que as condições são precárias em muitos lugares, etc. Mas é fato que essa ajudinha do mestre acontece em inúmeras escolas e, principalmente, durante o ensino fundamental.
Por isso, eu penso que a obra maior de correção do nível educacional brasileiro deve começar pela base. De que adianta facilitar o acesso às universidades se a criatura se forma escrevendo que tenque trabalhar pra poder aproveitar seu laser?

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Correr pra quê?

Bueno, bagualada, preciso exteriorizar minha decepção com o plantel do Internacional.
Eu cresci vendo o Colorado passar por muitos momentos difíceis, vi rascunhos de times nos anos 90, testemunhei as conquistas do rival, torci por momentos decisivos em que meu time findou deitado na areia de uma destas praias do futebol.
Vi, também, muitos jogadores que vestiam a camiseta vermelha com vontade, com o sentimento de representar a gana do torcedor. Jogadores que batiam no peito e deixavam evidentes as veias por cerrar os punhos.
Mas, infelizmente, isso não acontece no time de Jorge Fossati. Um time apático, sem vontade, onde jogadores ditos profissionais entram em campo para fazer número e garantir o salário (se bem que alguns ganham altas cifras para nem a gol chutar). Um time representado por verdadeiros andarilhos, que em raros momentos arriscam uma corrida sobre o campo de jogo.
Falta alguém no elenco colorado parecido com Fernandão, Iarley, Clêmer, Edinho, Lúcio, Gamarra... Parecido com jogadores que um dia vestiram o manto colorado, jogaram com a garra do torcedor e que, em diversos momentos, viravam-se para o público e pediam pelo grito, pela pulsação das arquibancadas. Falta aquela figura que, quando o time está apático, chega no vestiário dando uma "bicuda" na porta, gritando e exigindo atitude. Falta um líder, alguém que faça mais que um motivador (aliás, o Inter ainda tem um?).
É necessário que os comandados do Sr. Fossati resolvam cerrar os punhos, correr e deixar de lado a burocracia que rege suas atuações.
Enfim, está faltando aos jogadores do Sport Club Internacional vontade de jogar futebol, por que em alguns times jogadores recebem o suficiente para sobreviver e correm feito o diabo da cruz.
Sangue no olho, senhores! Libertadores se ganha jogando com sangue no olho!

quarta-feira, 31 de março de 2010

O mito da caverna (Platão)

Imaginemos uma caverna separada do mundo externo por um muro alto. Entre o muro e o chão da caverna há uma fresta por onde passa um fino feixe de luz exterior, deixando a caverna na obscuridade quase completa. Desde o nascimento, geração após geração, seres humanos encontram-se ali, de costas para a entrada, acorrentados sem poder mover a cabeça nem se locomover, forçados a olhar apenas a parede do fundo, vivendo sem nunca ter visto o mundo exterior nem a luz do sol, sem jamais ter efetivamente visto uns aos outros nem a si mesmos, mas apenas as sombras dos outros e de si mesmos por que estão no escuro e imobilizados. Abaixo do muro, do lado de dentro da caverna, há um fogo que ilumina vagamente o interior sombrio e faz com que as coisas que se passam do lado de fora sejam projetadas como sombras nas paredes do fundo da caverna. Do lado de fora, pessoas passam conversando e carregando nos ombros figuras ou imagens de homens, mulheres e animais cujas sombras também são projetadas na parede da caverna, como num teatro de fantoches. Os prisioneiros julgam que as sombras de coisas e pessoas, os sons de suas falas e as imagens que transportam nos ombros são as próprias coisas externas, e que os artefatos projetados são seres vivos que se movem e falam.
Um dos prisioneiros, inconformado com a condição em que se encontra, decide abandoná-la. Fabrica um instrumento com o qual quebra os grilhões. De inicio, move a cabeça, depois o corpo todo; a seguir, avança na direção do muro e o escala. Enfrentando os obstáculos de um caminho íngreme e difícil, sai da caverna. No primeiro instante, fica totalmente cego pela luminosidade do sol, com a qual seus olhos não estão acostumados. Enche-se de dor por causa dos movimentos que seu corpo realiza pela primeira vez e pelo ofuscamento de seus olhos sob a luz externa, muito mais forte do que o fraco brilho do fogo que havia no interior da caverna. Sente-se dividido entre a incredulidade e o deslumbramento.
Ao permanecer no exterior o prisioneiro, aos poucos se habitua a luz e começa a ver o mundo. Encanta-se, tem a felicidade de ver as próprias coisas, descobrindo que estivera prisioneiro a vida toda e que em sua prisão vira apenas sombras. Doravante, desejará ficar longe da caverna para sempre e lutará com todas as forças para jamais regressar a ela. No entanto não pode deixar de lastimar a sorte dos outros prisioneiros e, por fim, toma a difícil decisão de regressar ao subterrâneo sombrio para contar aos demais o que viu e convencê-los a se libertarem também.
Só que os demais prisioneiros zombam dele, não acreditando em suas palavras e, se não conseguem silenciá-lo com suas caçoadas, tentam fazê-lo espancando-o. Se mesmo assim ele teima em afirmar o que viu e os convida a sair da caverna, certamente acabam por matá-lo. Mas quem sabe alguns podem ouvi-lo e, contra a vontade dos demais, também decidir sair da caverna rumo a realidade?

sexta-feira, 26 de março de 2010

Just do it!

Há quem goste de planejar cada detalhe do seu futuro. Há quem goste de lembrar sempre dos detalhes do passado. E há quem considere apenas o oxigênio que está inalando no presente momento.
É comum estudantes que estão ingressando na vida profissional pensarem que nada sabem, que esqueceram tudo aquilo estudado em dois, quatro, seis anos de faculdade. Consequentemente, isso gera aquele sentimento de insegurança ao entrar em uma empresa, ao dar os primeiros passos sob o peso de responsabilidades. E essa crise de consciência fica mais agravada quando se começa a pensar no futuro, quando o indivíduo começa a considerar o “e se” a todo momento.

E se eu não conseguir um emprego? E se não gostarem de mim? E se eu não fizer direito o que me pediram? E se eu falhar e gerar um prejuízo financeiro? E se eu romper o ligamento do joelho ao sair da cama? E se meu coração parar enquanto como uma maçã? E se chover chocolate durante a páscoa?

Tudo é possível quando o “e se” é considerado. Tudo! Assim como é fato que a mentalização desta expressão impede que tenhamos lucidez e calma pra viver o nosso presente, que possamos tomar decisões sem temer as consequências negativas.

Por isso, é fundamental viver cada minuto do dia “sem pensar no amanhã, o amanhã não pertence a você nem a mim”, como diz a música do Catedral. Apenas viva, aproveite e intensifique o atual minuto, não tente imaginar um futuro viajando muitas milhas imaginárias, não considere o julgamento que fazem das nossas decisões. Just do it!

.

Eu estava a lamentar o passado

E a temer o futuro...

De súbito, meu Senhor falou:

“MEU NOME É EU SOU”. Ele pausou.

Esperei. Ele continuou.

Quando viveres no passado,

Com seus erros e lamentações...

É difícil. Não estou ali.

Meu nome não é eu era.

Quando viveres no futuro,
Com seus problemas e temores...

É difícil. Eu não estou ali.

Meu nome não é eu serei.

Quando viveres neste momento,
Não é difícil.

Eu estou ali.

Meu nome é Eu Sou.

(
Helen Mallicoat)