sábado, 8 de maio de 2010

Educando com a barriga

A alfabetização não é responsabilidade do ensino superior, mas sim do fundamental.
Eu vejo notícias sobre reforma educacional onde a maioria aborda mudanças nas universidades, quando a origem da cagada educacional está lá nas turmas orientadas pelas "tias".
Não pode ser normal que uma pessoa chegue na universidade sem saber dividir 320 por 4 ou, então, sem saber utilizar as regras básicas de pontuação escrevendo frases enormes sem nenhuma pausa e amontoando as idéias em linhas e mais linhas de uma única frase que acaba ficando repetitiva e superconfusa a não ser que se leia essa frase com muita atenção e bom fôlego. Isso pra não comentar o desconhecimento básico de história, geografia e blá blá blá.
O indivíduo mal educado, literalmente falando, só chega ao fim da educação básica porque é educado empurrado com a barriga para não se tornar um estorvo na classe. E assim o cidadão segue, até ingressar em uma faculdade.
"Ah, mas agora ele toma jeito, senão nunca vai se formar". Pff, balela!
Alguns professores universitários não têm paciência com alunos assim e acabam passando o problema pro colega do semestre posterior. Pena? Descaso? Falta de paciência? Caridade?
E não são raras as turmas de formandos onde um dos integrantes está num patamar inferior. A consequência disso é a adição de mais um nome na lista do fantasma do desemprego.
Sim, eu sei que o professor é mal remunerado, que as condições são precárias em muitos lugares, etc. Mas é fato que essa ajudinha do mestre acontece em inúmeras escolas e, principalmente, durante o ensino fundamental.
Por isso, eu penso que a obra maior de correção do nível educacional brasileiro deve começar pela base. De que adianta facilitar o acesso às universidades se a criatura se forma escrevendo que tenque trabalhar pra poder aproveitar seu laser?

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