quarta-feira, 14 de abril de 2010

Correr pra quê?

Bueno, bagualada, preciso exteriorizar minha decepção com o plantel do Internacional.
Eu cresci vendo o Colorado passar por muitos momentos difíceis, vi rascunhos de times nos anos 90, testemunhei as conquistas do rival, torci por momentos decisivos em que meu time findou deitado na areia de uma destas praias do futebol.
Vi, também, muitos jogadores que vestiam a camiseta vermelha com vontade, com o sentimento de representar a gana do torcedor. Jogadores que batiam no peito e deixavam evidentes as veias por cerrar os punhos.
Mas, infelizmente, isso não acontece no time de Jorge Fossati. Um time apático, sem vontade, onde jogadores ditos profissionais entram em campo para fazer número e garantir o salário (se bem que alguns ganham altas cifras para nem a gol chutar). Um time representado por verdadeiros andarilhos, que em raros momentos arriscam uma corrida sobre o campo de jogo.
Falta alguém no elenco colorado parecido com Fernandão, Iarley, Clêmer, Edinho, Lúcio, Gamarra... Parecido com jogadores que um dia vestiram o manto colorado, jogaram com a garra do torcedor e que, em diversos momentos, viravam-se para o público e pediam pelo grito, pela pulsação das arquibancadas. Falta aquela figura que, quando o time está apático, chega no vestiário dando uma "bicuda" na porta, gritando e exigindo atitude. Falta um líder, alguém que faça mais que um motivador (aliás, o Inter ainda tem um?).
É necessário que os comandados do Sr. Fossati resolvam cerrar os punhos, correr e deixar de lado a burocracia que rege suas atuações.
Enfim, está faltando aos jogadores do Sport Club Internacional vontade de jogar futebol, por que em alguns times jogadores recebem o suficiente para sobreviver e correm feito o diabo da cruz.
Sangue no olho, senhores! Libertadores se ganha jogando com sangue no olho!

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